Ostra eleva valor genético de nosso plantel de reprodutoras

A Coudelaria Beagá incorporou à reprodução a égua de três (quase quatro) anos Ostra, que já está alojada no haras Santa Julieta, em Aceguá/Bagé, no Rio Grande do Sul. O haras é um centro de reprodução de propriedade da veterinária Aline Rocha Vivian, que recentemente criou, no mesmo local e desde o nascimento, a campeã Veil, de propriedade do Haras Belmont.

Ostra correu apenas duas vezes e colocou-se em quarto lugar nas duas, mas apresentou uma fissura no carpo (popularmente chamado de joelho) e seu grande potencial para as corridas não pôde ser explorado. A cura total é possível mas demorada, e a reprodução acabou sendo a opção da Coudelaria Beagá.

Seu valor genético é elevadíssimo tanto pelo pai quanto pela mãe. O pai é Setembro Chove, certamente o melhor garanhão nacional da criação brasileira desde o desaparecimento do excepcional Redattore.

Mas os machos reprodutores podem produzir muitos filhos anualmente, e o diferencial recai no lado materno. Happy Party, mãe de Ostra, era uma das melhores éguas do país, ganhadora de grupo 2. Este foi o seu primeiro produto e logo após o nascimento foi coberta pelo campeão das pistas Pimper’s Paradise.

Seu segundo produto recebeu o nome de Party Anthem e já se destaca como candidata a líder da geração 2023. Na segunda apresentação venceu o Grande Prêmio Adayr Eiras de Araújo (grupo 3) e na véspera do Grande Prêmio Brasil perdeu por pequena diferença o Grande Prêmio Francisco Villela de Paula Machado, de grupo 2.

Happy Party já morreu e as duas fêmeas foram seus únicos produtos.

Voltar